domingo, 3 de outubro de 2010

metade sobre amor, metade sobre amizade. misturei. e daí?

Um grande medo do ser humano é arrepender-se de suas próprias convicções. Ser pego de surpresa por uma rasteira de sua maior idealização...

Acredite, isso acontece com todo mundo. Eu, tu... E em se tratando de amor... "Ele" também.

Essa é a pior parte. É a mais dolorida. É quando se trata de amor. É a maior idealização, a convicção mais medrosa, e a dor mais aguda.

Não sei dizer se o que eu sinto é saudade, quando te leio. Mas é um aperto no peito. Algo entre saudade e raiva, eu acho.

Mas isso não me faz querer parar de te ler. Muito pelo contrário.

á quando ouço tua voz, tenho certeza que é raiva. Não sei explicar. É tão diferente. A saudade é o cheiro que tuas palavras tem pra mim.

Quando elas saem da tua boca, não as vejo. Só as ouço. Teu tom me é tão estranho. Não há perfume nas tuas vírgulas. Faltam tuas reticências.

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